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Rio Grande do Norte volta a registrar morte pela gripe H1N1

20/01/2012 -

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), continua o trabalho de monitoramento dos casos da influenza do tipo H1N1 no Rio Grande do Norte.

Na tarde de ontem, a Sesap recebeu a confirmação do Laboratório Evandro Chagas de um óbito em decorrência da doença, ocorrido no último dia 12 de janeiro.
Neste mês de janeiro foi notificado ainda mais um caso suspeito da doença, ainda sem confirmação, mas o paciente passa bem.
Para Juliana Araújo, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, não há motivos para caracterização de um surto de H1N1 no Estado.
"Não há indicativo de surto. Nos meses de janeiro e fevereiro acontece naturalmente um aumento da procura de atendimento para os casos de doenças respiratórias. E, até o momento, temos apenas um caso confirmado em todo o Estado", informou Juliana.
Stella Leal, responsável pela vigilância da Influenza na Sesap, explicou que a vacinação não atinge 100% da população e que ainda pode deixar algumas pessoas susceptíveis ao vírus, que continua em circulação em todo o país.
Stella lembrou ainda que a Sesap vem observando uma redução nas notificações da doença e alerta para que os profissionais de saúde continuem fazendo as notificações de casos suspeitos e solicitando o exame de confirmação.
Em 2011, não foi confirmado nenhum caso de H1N1 no Estado. Existiram apenas 16 casos suspeitos, com dois óbitos descartados. O último caso de H1N1 havia sido confirmado no Rio Grande do Norte em janeiro de 2010. 

 

Contaminação da doença se dá pelas vias respiratórias

O contágio da Gripe A é dada através do ar, por vias aéreas e através de contato direto com pessoas contaminadas.
A Influenza A H1N1 (comumente conhecida como Gripe Suína) é uma gripe pandêmica que acometeu a população de inúmeros países.
A doença é causada pelo vírus Influenza A H1N1, o qual representa o rearranjo quádruplo de cepas de influenza (2 suínas, 1 aviária e 1 humana).
A gripe foi inicialmente detectada no México no final de março de 2009 e desde então se alastrou por diversos países.
Desde junho de 2009, a OMS elevou o nível de alerta de pandemia para fase 6, indicando ampla transmissão em pelo menos 2 continentes.
Os sinais e sintomas da Gripe Suína são semelhantes aos da gripe comum, tais como febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dor na garganta e fraqueza.
Entretanto, diferentemente da gripe comum, ela costuma apresentar complicações em pessoas jovens.

Grupos de risco

Desde que as mortes em decorrência da Gripe Suína foram identificadas, alguns grupos de risco foram observados.
"Gestantes
"Idosos (maiores de 65 anos) - neste grupo existe uma situação especial pois os idosos tem sistema imunológico baixo.
"Crianças (menores de 2 anos)
"Doentes crônicos
"Problemas cardiovasculares, exceto hipertensos
"Asmáticos
"Portadores de doença obstrutiva crônica
"Problemas hepáticos e renais
"Doenças metabólicas
"Doenças que afetam o sistema imunológico
"Obesos

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